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Archive for Outubro, 2011

Construindo uma Tropa de Elite – Palestra

O título do post refere-se a uma palestra na qual eu tive oportunidade de assistir na última semana (Outubro/2011), essa foi apresentada por Paulo Storani, nada mais, nada menos que o verdadeiro capitão do BOPE no qual prestou consultoria no projeto dos dois filmes da Tropa de Elite.

A primeira imagem apresentada no slide – que por sinal eram poucos – continha uma frase bem interessante – “Missão dada é missão cumprida.” – pelo que entendi é um dos objetivos de cada integrante da equipe.

Storani conseguiu deixar a platéia com os olhares fixos em suas expressões e os ouvidos atentos a cada história e etapa da palestra, com palavras sérias e momentos descontraídos fiquei impressionado na maneira que prosseguiu com o andamento da mesma. Em determinado momento iniciava contando algo sobre o projeto do filme e sem ao menos esperar já incluía algo que vivenciou atuando frente ao BOPE, sem perder a seqüência do assunto, voltava a falar do filme e no exato momento em que tinha parado e prosseguia a mesma com naturalidade.

A palestra foi bem proveitosa, pelo menos para mim. Passou a “mensagem” que todos temos que ter uma missão nada vida, precisamos planejar e ter uma meta e a cada dia seguirmos dispostos e determinados a cumprir a mesma com o entusiasmo de que aquele dia poderá ser o último em que possamos alcançar um passo à frente. Para alcançarmos nosso objetivo falou algo importante e acredito que notável por qualquer pessoa no dia a dia, ele disse precisamos ter foco, isso serve para qualquer situação que nos deparamos ou qualquer tarefa que pretendemos cumprir, ou seja, sem foco não temos entusiasmo e torna-se difícil conquistar algo.

Outra palavra importante utilizada por ele foi determinação, Storani disse que quando a pessoa tem vontade de conquistar algo, com determinação essa conquista poderá ser alcançada de uma maneira especial e sem isso as coisas poderão ficar mais difíceis.

Storani disse também que precisamos ter solidariedade, ou seja, quando a pessoa se propõe a fazer algo que lhe “interessa”, quando ela é solidária a alguma ação, ela vai fazer isso com mais determinação, terá mais foco e irá cumprir todo seu planejamento para que sua meta seja alcançada, mesmo que seja “cobrada” por isso, mesmo que a pressão seja grande, ela estará determinada em alcançar o objetivo. Temos um exemplo de determinação em um dos maiores ídolos do Brasil, Ayrton Senna, todos sabemos da qualidade que tinha dentro das pistas, mas, sabemos da dedicação que ele tinha para buscar sempre a perfeição e fazer com que a corrida fosse perfeita. Ele estudava antes de cada corrida cada etapa do circuito, todos os pilotos que iriam correr “sacrificando” até mesmo seus momentos de lazer para poder alcançar o topo do pódio e buscar a perfeição.

Durante a palestra outro item importante foi o momento falado sobre a zona de conforto, Storani disse que não podemos ficar nessa situação achando que já conquistamos tudo ou até mesmo que nada mais poderá ser feito para nos aprimorar, ele comenta que são nos momentos de pressão e anormalidade que realmente identificamos nossas qualidades.

O palestrante também comentou sobre o conceito de equipe, onde cada um precisa confiar no trabalho do outro e que sozinho não conseguimos chegar muito longe, precisamos ter o espírito de equipe e acreditar que o outro integrante da mesma tem algo a nos ajudar para que façamos um excelente trabalho.

Esse foi o texto onde tentei comentar um pouco do muito que aprendi com a palestra, espero que gostem do conteúdo e se tiverem oportunidade assistam a mesma.

Obrigado.

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Aprendendo com um Líder

 

Segue abaixo um texto interessante sobre liderença que tive a oportunidade de ler. Acredito que é válido para profissionais de qualquer área.

O Raul

(Texto de Max Gehringer – CBN)

Durante minha vida profissional, eu topei com algumas figuras cujo sucesso surpreende muita gente. Figuras sem um vistoso currículo acadêmico, sem um grande diferencial técnico, sem muito networking ou marketing pessoal. Figuras como o Raul. Eu conheço o Raul desde os tempos da faculdade. Na época, nós tínhamos um colega de classe, o Pena, que era um gênio. Na hora de fazer um trabalho em grupo, todos nós queríamos cair no grupo do Pena, porque o Pena fazia tudo sozinho. Ele escolhia o tema, pesquisava os livros, redigia muito bem e ainda desenhava a capa do trabalho – com tinta nanquim. Já o Raul nem dava palpite. Ficava ali num canto, dizendo que seu papel no grupo era um só, apoiar o Pena. Qualquer coisa que o Pena precisasse, o Raul já estava providenciando, antes que o Pena concluísse a frase.

Deu no que deu. O Pena se formou em primeiro lugar na nossa turma. E o resto de nós passou meio na carona do Pena – que, além de nos dar uma colher de chá nos trabalhos, ainda permitia que a gente colasse dele nas provas. No dia da formatura, o diretor da escola chamou o Pena de ‘paradigma do estudante que enobrece esta instituição de ensino’. E o Raul ali, na terceira fila, só aplaudindo.

Dez anos depois, o Pena era a estrela da área de planejamento de uma multinacional. Brilhante como sempre, ele fazia admiráveis projeções estratégicas de cinco e dez anos. E quem era o chefe do Pena? O Raul. E como é que o Raul tinha conseguido chegar àquela posição? Ninguém na empresa sabia explicar direito. O Raul vivia repetindo que tinha subordinados melhores do que ele, e ninguém ali parecia discordar de tal afirmação. Além disso, o Raul continuava a fazer o que fazia na escola, ele apoiava. Alguém tinha um problema? Era só falar com o Raul que o Raul dava um jeito.

Meu último contato com o Raul foi há um ano. Ele havia sido transferido para Miami, onde fica a sede da empresa. Quando conversou comigo, o Raul disse que havia ficado surpreso com o convite. Porque, ali na matriz, o mais burrinho já tinha sido astronauta. E eu perguntei ao Raul qual era a função dele. Pergunta inócua, porque eu já sabia a resposta. O Raul apoiava. Direcionava daqui, facilitava dali, essas coisas que, na teoria, ninguém precisaria mandar um brasileiro até Miami para fazer. Foi quando, num evento em São Paulo, eu conheci o Vice-presidente de recursos humanos da empresa do Raul. E ele me contou que o Raul tinha uma habilidade de valor inestimável:…

ELE ENTENDIA DE GENTE!

Entendia tanto que não se preocupava em ficar à sombra dos próprios subordinados para fazer com que eles se sentissem melhor, e fossem mais produtivos. E, para me explicar o Raul, o vice-presidente citou Samuel Butler, que eu não sei ao certo quem foi, mas que tem uma frase ótima: “Qualquer tolo pode pintar um quadro, mas só um gênio consegue vendê-lo”. Essa era a habilidade aparentemente simples que o Raul tinha, de facilitar as relações entre as pessoas. Perto do Raul, todo comprador normal se sentia um expert e todo pintor comum, um gênio. Essa era a principal competência dele.

‘Há grandes Homens que fazem com que todos se sintam pequenos. Mas, o verdadeiro Grande Homem é aquele que faz com que todos se sintam Grandes”.

Fonte: https://sites.google.com/site/otakai/Home/piadinhas/voc-conhece-o-raul

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